Real Madrid e a Bwin
O Real Madrid renovou o negócio de patrocínio das suas camisolas com a Bwin até ao final da época 2012-2013, numa parceria que renderá aos merengues uma fenomenal quantia à volta dos 20 milhões de euros/ano.
Em Portugal ainda se anda à turra e à massa a discutir a legalidade dos patrocínios da Bwin à Liga, e agora da Betclic a nove equipas da Liga Sagres, pois o patrocínio de um sector de negócio como o das apostas desportivas a uma liga patrocinada por uma marca de bebidas alcoólicas parece, repito parece, que é ilegal……. (isto, apesar de os únicos a queixarem-se terem sido precisamente as Apostas da SCML e associção portuguesa de casinos, na clara defesa do seu monopólio da exploração do jogo em Portugal). E, assim, vão-se desperdiçando uma série de fundos privados que fazem falta a uma Liga que luta por não despromover clubes por salários em atraso, pontapeando as regras básicas de uma competição profissional. Por causa da moralidade, e dos interesses instalados que duvido que sejam os do futebol, ignorando legislação concreta existente contra a publicidade a bebidas alcoólicas.
Voltando ao Real, e para que se tenha por uma lado a percepção do que é uma parceria e uma atitude de um presidente que sabe para onde quer ir, e por outro a consciência do quanto Real Madrid já se assume como o líder de um movimento que estou convencido um dia vai terminar com a criação de uma competição nova defensora da espectacularização do futebol europeu, dentro ou fora da égide da UEFA, leiam-se as linhas e as entrelinhas destas personalidades:
Manfred Bodner, o CEO da Bwin, revelou que “era um orgulho ser o patrocinador do maior clube do mundo”.
Florentino Pérez vincou bem que “o futebol internacional precisa de parceiros como a Bwin, globalmente reconhecidos pela sua experiência e envolvimento em patrocínio desportivo”.
De uma coisa eu não tenho dúvidas: os parceiros estão apaixonados, e indepedentemente do que os outros achem, vão continuar casados casados mais uns anos, numa relação consciente, e que seguramente se preocupa com os interesses de cada um dos lados, aproveitando-se para ganhar vantagens competitivas galáticas enquanto outros clubes e ligas vão alimentando os empasses.
Por cá, vamos continuar a vê-los passar. Embora aqui no futeboleiro se acredite que não por muito tempo.
