Mudanças

•Outubro 22, 2009 • Deixe um Comentário

Viva caros leitores.

A vida é feita de mudanças. Já dizia alguém que, se não era famoso, pelo menos deixou esta frase famosa.

Como o combustível que alimenta os blogs é precisamente o ânimo de ter com quem partilhar opiniões e posições, juntei-me a uma equipa que já tinha um registo histórico muito interessante na blogosfera.

Se me quiserem continuar seguir, visitem

http://futebolodesportorei.blogspot.com/

Vale a pena!

Futeboleiro, Outubro de 2009

Candidatura a Prémio Futeboleiro Escândalo do Ano

•Outubro 19, 2009 • Deixe um Comentário

Sem grandes comentários, este arranjinho para beneficiar uma equipa é algo que dava jeito que não tivésse câmaras a filmar… Por amor de Deus!!!!

Veikkausliga 2009 – a análise

•Outubro 19, 2009 • Deixe um Comentário

Terminado que está o campeonato finlandês, está na hora de fazer a primeira análise a um campeonato, neste blog.

A época 2009 revelou um campeão que correspondia ao maior favorito, tanto de um ponto de vista histórico (22 títulos) como de facto por ter o plantel mais valioso. O HJK tinha a melhor equipa e provou isso no terreno. Sem que o domínio fosse avassalador (não perdeu em casa, mas consentiu 5 empates em 13 jogos caseiros), acabou por ser mais regular do que a concorrência, em especial o Inter Turku – campeões em título que acabaram por ser a maior desilusão do campeonato ao terminar em 5º lugar, com uma equipa que à partida era apenas ligeiramente inferior ao HJK.

Tal como na época passada, o FC Honka terminou em 2º lugar, uma posição acima do que se poderia prever, o que lhe conferiu uma performance passível de ser considerada como muito positiva. Conseguindo um impressionante registo de 65 golos marcados em 26 jogos, e os dois melhores marcadores da liga: Vuorinen (16 golos) e Puustinen (12 golos), a equipa dos arredores de Helsínquia treinada pelo jovem Mika Lehkosuo continua a revelar um futebol muito positivo e prometedor.

A par do FC Honka, também fizeram uma época bem positiva o TPS Turku, que teve a melhor defesa e terminou em 3º quando estaria indicado para terminar num 4º ou 5º lugar, e o Tampere Utd (é verdade!) que após alguns anos de domínio tinha este ano uma equipa que apenas poderia aspirar à manutenção, acabando por terminar em 7º. Também o Kuopio PS, candidato à descida, garantiu a manutenção com o 12º lugar.

Excelentes, foram os resultados do IFK Mariehamm, equipa do meio/fundo da tabela e que terminou num honroso 4º lugar sem perder um único jogo em casa, do Vaasa PS que jogava para não descer e terminou em 8º, e do Mypa 47 que na mesma condição do Vaasa terminou em 9º.

Como se previa, porque se apresentou muito desfalcado face aos anos anteriores, o FC Haka terminou em 6º.

Tal como com os ex-campeões, esperava-se muito mais e melhor do FF Jaro e do FC Lahti, tendo estes acabado respectivamente em 10º e 11º.

O JJK Jyväskylä era o maior candidato à descida, e acabou por confirmar o penúltimo lugar, mas a posição mais despontante foi a da equipa que joga mais a norte (junto ao circulo polar ártico), o Rovaniemi PS, que terminou na última posição apesar de ter um plantel do qual se esperava um campeonato tranquilo. Sofreu 66 golos, e não revelou qualquer competitividade fora do seu longínquo reduto. Fora, apenas conseguiu um empate.

Rafa Benitez – Muitos pontos de fair play

•Outubro 19, 2009 • Deixe um Comentário

Diga-se o que se quiser dizer sobre o feitio de Rafael Benitez, o que se passou neste sábado em Sunderland é digno de ser registado nos manuais de fair-play sobre o desporto, e muito em especial do futebol.

O Liverpool é um clube que disputa o título de campeão inglês. Num campeonato muito duro, onde cada ponto perdido é difícil de digerir quando se luta contra equipas como Man Utd e Chelsea, ter a elevação do gesto que o treinador espanhol teve é algo que, infelizmente, não vejo a acontecer no nosso país nos próximos mil anos!

Vamos por partes. Primeiro, o Sunderland ganhou com um golo que, segundo as regras da FIFA, é ilegal. Aqui está o vídeo.

E agora, o momento de grande dignidade: Quando questionado sobre o facto do seu clube, que luta pelo título de Inglaterra, ter perdido com um golo ilegal que poderia no limite levar às mais altas instâncias o desfecho deste jogo, a resposta do Mister Benitez foi a seguinte:

“It was a special situation but we didn’t play well. The goal changed the game but we made some mistakes and gave the ball away. When we had our chances, we didn’t take them. These things can happen. It’s a bad situation for us that the [beach] ball was in the middle and was influential but again I will say we didn’t play well – that’s the main thing for me.”

Finlândia – HJK campeão 2009

•Outubro 18, 2009 • Deixe um Comentário

A Finlândia conheceu neste fim de semana o campeão de 2009 – o HJK Helsinki, que conquistou assim o título que lhe fugia desde 2003, há seis épocas portanto.

Não houve um ou outro jogador que tenham sido determinantes neste desfecho. A equipa da capital venceu porque, no fundo, teve um colectivo que à partida era o mais forte para a conquista do campeonato, e na prática confirmou-o.

Foram figuras sempre presentes o guarda-redes Wallen, o central Linstrom e o lateral esquerdo Hauhia, os ala direitos Kärkkäinen (defesa/médio) e Sorsa (médio/ataque), o médio ofensivo Bah, o extremo Parikka e o ponta de lança Mäkelä. Atenção à margem de progressão de Kärkkäinen, mas havemos de falar nisso.

Não é alheio a este regresso do HJK ao topo do futebol finlandês, para além de uma equipa ligeiramente mais forte do que os adversários, a estabilidade gerada após dois anos de trabalho o treinador Antti Muurinen, que é o mais reconhecido treinador finlandês, e que foi seleccionador do seu país entre 2000 e 2005, tendo passado 2 anos no Lahti antes de regressar em finais de 2007 ao HJK, clube onde em 1998/99 havia conseguido o feito único de fazer uma equipa finlandesa participar na Liga dos CAmpeões (a recordar, na fase de grupos juntamente com o Kaiserslautern, PSV,…… e Benfica(!) tendo na altura vencido os portugueses por 2-0 em Helsínquia, e empatado a 2 bolas na Luz!)

Queria ainda deixar um pensamento no ar. O campeonato é muito modesto, como toda a gente sabe, mas com uma mentalidade suficientemente evoluída para coroar o campeão no final do jogo que lhe deu o título. Um caso para alguns reflectirem (especialmente os que entregam os troféus muitos e muitos meses depois do campenato terminar, a meio da época seguinte…). Como se pode ver neste vídeo.

Singapura de Forças bem Armadas

•Outubro 18, 2009 • Deixe um Comentário

Mais uma vez, o eterno Aleksandar Duric marcou, e oportunamente o Singapore Armed Forces venceu o Sengkang Punggol dando à equipa do exército de Sinagpura o quarto título consecutivo e o oitavo nos últimos 13 anos. Um título, apesar de tudo, bem mais fácil do que o do ano passado.

Digo oportunamente porque, nas últimas jornadas, os quase campeões andavam a facilitar e a vacilar sucessivamente chegando a gerar uma pequena mas possível esperança nos Tampines Rovers e Home Utd. As duas derrotas consecutivas com o Gombak e o Super Reds (esta, foi mesmo pelo resultado histórico de 1-4) levaram a acreditar que tudo seria possível pois, para as últimas duas jornadas restavam os surpreendentes Brunei e, na derradeira jornada, os próprios Tampines Rovers.

Tudo acabou por correr com normalidade e, mais uma vez como tem sido habitual, o novo campeão foi o velho campeão.

Levadia, um exemplo da triste sina dos campeões pobres

•Outubro 13, 2009 • Deixe um Comentário

O Levadia Tallinn vai ser o novo campeão da Estónia.

Apesar de ter nascido apenas em 1998, e competir desde a época seguinte na Meistriliga, fruto do apoio da metelúrgica OÜ Levadia ao FK Olümp Maardu e logo de seguida da fusão com o Tallinna Sadam (havia sido 2º classificado em 1998), o Levadia vai para o 7º título de campeão nacional em 12 anos de existência.

A maior parte dos jogadores é do próprio país, o que é compreensível dadas as limitações financeiras de quem participa num campeonato como este e o amadorismo característico da modalidade no país.

Entro agora, naquelas que são as motivações para a minha escrita e a pergunta a rebater: Porque tem o campeão de um país, sistematicamente, de jogar 2 “qualifying rounds” e um play-off para jogar na Liga dos Campeões, enquanto os classificados em 2º, 3º e 4º de alguns países têm acesso directo ou menos rounds de qualificação para fazer?

É óbvio que sabemos todos porquê. Mas é justo? Isto é, dentro de uma perspectiva de modelo europeu do desporto baseado na qualificação pelo mérito, na promoção da igualdade, etc., etc., ver um campeão desde logo resignado a ter que jogar a Liga Europa (isto, se passar o play-off – este primeiro ano, já não passou)? E assim permitir a divergência total entre o futebol europeu dos clusters ocidentais face ao “futebol dos pobres”?

Na minha opinião isto não tem cabimento. Não é nada justo. Se se quer uma UEFA unificadora, isto tem de acabar, e optar por um misto entre a Champion’s e a antiga Taça dos Clubes Campeões Europeus, sem cabeças de série, e um clube por país (excepto o país do vencedor, que eventualmente poderiam ser dois). A mistura far-se-ia por via do sistema de grupos em vez de eterno knock-out desde a primeira eliminatória.

Se assim não for, Platini e companhia devem deixar de fazer figura de falsos moralistas, e permitir aos maiores clubes europeus fazer a sua própria Liga dos Campeões, todos contra todos, sem Debrecen’s e Unirea’s a “empatar” as lojas e a desmobilizar espaços de calendário que poderiam ser bem mais lucrativos.

Confesso que isto do “damos hipóteses aos mais fracos”, já me irrita, pois são hipóteses tão condicionadas que jamais poderão esses clubes pensar em ganhar taças europeias, ou sequer em ouvir o hino da champion’s tocar no seu estádio. É que também os milhares (nunca milhões) que ganharem serão eternamente insuficientes para projectar o clube para um nível superior pois, já todos percebemos, esses patamares estão ocupados pelos galos que gravitam no G14 e não podem ter o seu território sequer ameaçado.

O Levadia, desde 2000 e sempre que foi campeão acabou assim:

- 2000/2001: eliminado no 2º round de qualificação pelo Steaua Bucareste (não foi à CL)

- 2001/2002: eliminado no 1º round de qualificação pelo Bohemians da Irlanda (não foi à CL, nem perto esteve)

- 2005/2006: eliminado no 1º round de qualificação pelo Dinamo Tbilisi (não foi à CL, nem perto esteve)

- 2007/2008: eliminado no 2º round de qualificação pelo Estrelha Vermelha (não foi à CL)

- 2008/2009: eliminado no 1º round de qualificação pelo Drogheda (não foi à CL, nem perto esteve)

- 2009/2010: eliminado no 3º round de qualificação pelo Debrecen (não foi à CL, mas esteve perto do Play-off !). Relegado para o play-off da Lifa Europa, saíu em sorte (ou azar, pois não era cabeça-de-série) o Galatasaray e foi eliminado.

Se tivéssemos nascidos estónios, e fossemos adeptos fanáticos do desporto rei, acham que valia a pena ter esperanças neste modelo “justo” da UEFA?

Real Madrid e a Bwin

•Outubro 11, 2009 • Deixe um Comentário

O Real Madrid renovou o negócio de patrocínio das suas camisolas com a Bwin até ao final da época 2012-2013, numa parceria que renderá aos merengues uma fenomenal quantia à volta dos 20 milhões de euros/ano.

Em Portugal ainda se anda à turra e à massa a discutir a legalidade dos patrocínios da Bwin à Liga, e agora da Betclic a nove equipas da Liga Sagres, pois o patrocínio de um sector de negócio como o das apostas desportivas a uma liga patrocinada por uma marca de bebidas alcoólicas parece, repito parece, que é ilegal……. (isto, apesar de os únicos a queixarem-se terem sido precisamente as Apostas da SCML e associção portuguesa de casinos, na clara defesa do seu monopólio da exploração do jogo em Portugal). E, assim, vão-se desperdiçando uma série de fundos privados que fazem falta a uma Liga que luta por não despromover clubes por salários em atraso, pontapeando as regras básicas de uma competição profissional. Por causa da moralidade, e dos interesses instalados que duvido que sejam os do futebol, ignorando legislação concreta existente contra a publicidade a bebidas alcoólicas.

Voltando ao Real, e para que se tenha por uma lado a percepção do que é uma parceria e uma atitude de um presidente que sabe para onde quer ir, e por outro a consciência do quanto Real Madrid já se assume como o líder de um movimento que estou convencido um dia vai terminar com a criação de uma competição nova defensora da espectacularização do futebol europeu, dentro ou fora da égide da UEFA, leiam-se as linhas e as entrelinhas destas personalidades:

Manfred Bodner, o CEO da Bwin, revelou que “era um orgulho ser o patrocinador do maior clube do mundo”.

Florentino Pérez vincou bem que “o futebol internacional precisa de parceiros como a Bwin,  globalmente reconhecidos pela sua experiência e envolvimento em patrocínio desportivo”.

De uma coisa eu não tenho dúvidas: os parceiros estão apaixonados, e indepedentemente do que os outros achem, vão continuar casados casados mais uns anos, numa relação consciente, e que seguramente se preocupa com os interesses de cada um dos lados, aproveitando-se para ganhar vantagens competitivas galáticas enquanto outros clubes e ligas vão alimentando os empasses.

Por cá, vamos continuar a vê-los passar. Embora aqui no futeboleiro se acredite que não por muito tempo.

Irlanda – A luta cada vez mais intensa

•Outubro 10, 2009 • Deixe um Comentário

Nesta sexta-feira, à falta de maiores emoções, aproveitei para apreciar mais dois duelos que apenas vieram confirmar que a luta, na Irlanda, será intensa até à última jornada.

A 5 jogos do final, os dois únicos candidatos cumpriram as obrigações. A mais fácil em teoria, a do Bohemians, revelou-se um passeio. O Shamrock, foi ao sempre difícil terreno do Derry City – o Brandwell – vencer, num jogo que era uma esperança para os Bohs em verem os seus rivais perderem alguns pontos.

Com esta vitória notável – o Derry City, à partida da liga, era o maior favorito -, torna-se difícil contrariar a ideia de que o Shamrock está numa escalada vencedora. Mas, a liga irlandesa já foi previsível este ano e depois viu-se….

Portsmouth – rise and fall?

•Outubro 5, 2009 • Deixe um Comentário

A Inglaterra vive um momento para o qual criou todas as condições, mas definitivamente me parece não estar culturalmente preparada.

Então é assim: e se o Portsmouth acabar? Pois, isto é o que pode acontecer caso o Sulaiman Al-Fahim resolver deixar de lhe apetecer de meter dinheiro no clube. E o mal pode alastrar-se, já que este jovem de 32 anos, podre de rico, está numa de vender a sua propriedade, ao que se consta a mais um grupo que envolverá o actual Director Executivo e… mais um rico árabe.

Contudo, o Portsmouth está neste momento no último lugar da liga inglesa (1 vitória e 7 derrotas), deve dinheiro a bancos, fisco e outros clubes, e luta por pagar os salários a jogadores e direcções.

O clube, com 111 anos de história e chegado à Premiership em 2002, vive agora o pesadelo após a paraíso que os petrodólares lhe permitiu alcançar. Foi obrigado a perder jogadores como Kranjcar, Distina, Glen Johnson, Crouch, entre outros, quando já na época passada havia sido forçado a vender Pedro Mendes, Muntari, Defoe, Diarra,….

Em dois anos, o Portsmouth viu-se forçado a encaixar cerca de 60 milhões de euros em transferências, só para aliviar os encargos financeiros.

E, com a época a avançar, surgem imensas dúvidas quanto à atractividade que um clube nesta condição pode gerar, até mesmo a qualquer sheik ou emir.

Sabendo nós como a Premiership é alérgica a cenários destes, não auguramos bons momentos para a Liga Inglesa. E assim, parece que Platini lá vai tendo alguma razão…..

 
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